Bradesco lidera reclamações no Banco Central pelo segundo trimestre consecutivo
Instituição somou 6.333 queixas procedentes entre julho e setembro de 2026; problemas com cartões e operações de crédito estão entre os principais motivos de reclamação.
23 de outubro de 2026 |Redação portal tem
O Bradesco voltou a ocupar a primeira posição no ranking de reclamações contra instituições financeiras divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (22). No terceiro trimestre de 2026, entre julho e setembro, o conglomerado registrou 6.333 reclamações consideradas procedentes, com índice de 57,23 ocorrências por milhão de clientes. O resultado chama a atenção porque o banco já havia liderado o levantamento do trimestre anterior.
O ranking não mede simplesmente o total de reclamações recebidas. Para permitir uma comparação entre instituições de tamanhos diferentes, o Banco Central calcula um índice proporcional à base de clientes, considerando as queixas analisadas e classificadas como procedentes. Por isso, uma instituição com mais clientes não aparece automaticamente nas primeiras posições.
Na segunda colocação ficou o C6 Bank, com 1.893 reclamações procedentes e índice de 52,31 por milhão de clientes. O Itaú apareceu em terceiro, com 4.252 reclamações e índice de 43,20. Em seguida vieram BTG Pactual/Banco Pan (40,60), PicPay (35,51) e Mercado Pago (30,57).
Entre os temas que mais geraram queixas no sistema financeiro estão questões relacionadas à segurança, à integridade e ao sigilo de operações, especialmente em cartões de crédito. Também aparecem problemas envolvendo operações de crédito e empréstimos consignados. Esses dados indicam pontos de atenção para todo o setor, não necessariamente a distribuição específica das reclamações de cada banco.
O fato de o Bradesco repetir a liderança reforça o debate sobre a qualidade dos serviços bancários, a prevenção de falhas e a capacidade de resolver problemas antes que o consumidor precise recorrer ao órgão regulador. Para os clientes, cobranças contestadas, dificuldades de atendimento e dúvidas sobre contratos podem representar desgaste e insegurança financeira.
É importante destacar que a classificação de uma reclamação como procedente, nos critérios do Banco Central, indica indícios de descumprimento de normas sob sua fiscalização. Isso não equivale, por si só, a uma condenação judicial nem significa que todos os clientes da instituição tenham enfrentado problemas.
Quem tiver dificuldades com um banco deve guardar protocolos, comprovantes e registros das conversas. O primeiro passo é procurar os canais oficiais de atendimento e, se necessário, a ouvidoria da instituição. Persistindo o problema, o consumidor pode registrar reclamação no Banco Central e buscar os órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, além de avaliar outras medidas cabíveis.
A divulgação periódica do ranking oferece um instrumento público de transparência e comparação. Mais do que uma disputa por posições, os números expõem a necessidade de bancos e financeiras investirem em atendimento eficiente, clareza nas informações e segurança das operações.
Fontes consultadas
Banco Central do Brasil — Ranking de Reclamações, 3º trimestre de 2026: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/21293/nota
Banco Central — Metodologia e dados abertos: https://dadosabertos.bcb.gov.br/vi/dataset/ranking-de-instituicoes-por-indice-de-reclamacoes
Metrópoles (22/10/2026): https://www.metropoles.com/brasil/bradesco-tem-maior-indice-de-reclamacoes-no-3o-trimestre-de-2026
InfoMoney / Estadão Conteúdo (22/10/2026): https://www.infomoney.com.br/mercados/bradesco-lidera-ranking-de-reclamacoes-do-bc-do-3o-trimestre/
Poder360 (22/10/2026): https://www.poder360.com.br/poder-economia/bradesco-continua-lider-no-ranking-de-reclamacoes-no-3o-tri-de-2026/

