Flávio Bolsonaro propõe revogar aumentos de impostos e coloca política tributária no centro do debate
Equipe econômica cita IOF e imposto sobre exportação de petróleo entre as prioridades; medidas ainda dependem de vitória eleitoral e decisões legais.
21 de outubro de 2026 |Redação portal tem
A promessa de rever tributos criados ou elevados durante a gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda ganhou destaque na disputa presidencial. Segundo Daniella Marques, coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL), o candidato orientou seus assessores a preparar a reversão dessas medidas caso chegue à Presidência da República.
A declaração foi feita em setembro, durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, e repercutiu em veículos de imprensa. A orientação se refere aos tributos criados ou aumentados no período citado — não à extinção de todos os impostos existentes no Brasil.
Entre as prioridades mencionadas estão a revisão do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com a intenção de retornar a patamares anteriores, e a revogação da alíquota de 12% do Imposto de Exportação sobre o petróleo. A campanha também defende simplificação tributária, redução de encargos e revisão de pontos da reforma tributária.
Para empresas, comerciantes e consumidores, a possibilidade de redução de tributos reacende a discussão sobre custos de produção, crédito, investimentos e preços. Entretanto, uma diminuição de impostos não significa necessariamente queda automática dos preços: o resultado depende da concorrência, das condições do mercado e da forma de implementação.
O principal desafio será conciliar a redução da arrecadação com a necessidade de financiar serviços públicos e controlar a dívida. Algumas alterações podem ser feitas por atos do Executivo dentro dos limites legais; outras exigem aprovação do Congresso Nacional e, conforme o caso, mudanças legislativas ou constitucionais.
Enquanto Flávio Bolsonaro defende um Estado mais enxuto e a diminuição da carga tributária, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sustenta uma estratégia que combina arrecadação, investimentos e políticas sociais. As duas propostas apresentam caminhos diferentes para lidar com o equilíbrio das contas públicas.
Até o momento, trata-se de uma proposta de campanha, não de uma revogação já realizada. A dimensão exata dos cortes, o impacto fiscal e o cronograma de execução ainda precisam ser detalhados. Para o contribuinte, a questão central é saber quais impostos seriam efetivamente reduzidos, quando e com quais efeitos sobre a economia.
Fontes consultadas
- Agência Estado/UOL, 21/09/2026 — declaração de Daniella Marques.
- Agência Brasil, 16/10/2026 — comparação dos programas econômicos.
- Reuters, 07/10/2026 — propostas de revisão tributária.

