Lulinha permanece na Espanha enquanto PF aprofunda investigações sobre suspeitas de tráfico de influência
Apurações analisam relações com o chamado “Careca do INSS”, viagens e possíveis negócios junto ao governo.
3 de novembro de 2026 |Redação Portal tem
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vive na Espanha desde 2025. Sua permanência no país europeu ganhou atenção pública em meio a investigações da Polícia Federal sobre possíveis relações comerciais e suspeitas de tráfico de influência envolvendo pessoas ligadas ao chamado “Careca do INSS”. Não há, porém, comprovação pública de que sua mudança ou permanência no exterior constitua crime.
A Polícia Federal investiga a possível participação de Lulinha em tratativas relacionadas a empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e à empresária Roberta Luchsinger. Entre os pontos examinados estão contatos para negócios na área de canabidiol medicinal e possíveis articulações junto ao Ministério da Saúde. Segundo reportagens publicadas em 2026, os contratos examinados nessas tratativas não chegaram a ser fechados.
Outra linha de apuração envolve despesas de viagens e movimentações financeiras. A defesa de Lulinha reconheceu que Antunes custeou despesas de uma viagem a Portugal em 2024, mas afirmou que a viagem ocorreu sem compromisso comercial e negou qualquer participação do empresário em irregularidades ou em sociedade com o investigado.
Os investigadores também analisam mensagens e transferências envolvendo Roberta Luchsinger. Uma referência a pagamento de R$ 300 mil levantou suspeitas sobre eventual destinatário final dos recursos, mas essa hipótese não pode ser apresentada como recebimento comprovado por Lulinha. A empresária declarou à PF que apresentou os dois em contexto social e negou ter repassado valores ao filho do presidente em razão dos negócios investigados.
Em outubro de 2026, a Polícia Federal pediu mais prazo para concluir diligências, incluindo a verificação de viagens, fontes de custeio e eventuais participações empresariais.
As suspeitas são objeto de investigação, e não equivalem a condenação. O esclarecimento dos fatos depende da análise das provas pelas autoridades competentes, assegurados o contraditório e a presunção de inocência.

