Tem Publicidade
Cidades

PORTAL tem | INTERIOR PAULISTA

Tem Publicidade

PORTAL tem | INTERIOR PAULISTA

Ventania, abstenção e nova bancada: Rio Preto avalia reflexos do domingo de eleições sob temporais

Primeiro turno de 2026 deixou São José do Rio Preto entre o impacto do mau tempo, uma abstenção acima das médias estadual e nacional e o fortalecimento da representação política da cidade.

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO — Dois dias depois do primeiro turno das Eleições 2026, realizado no domingo, 4 de outubro, São José do Rio Preto ainda contabiliza os reflexos de uma jornada marcada simultaneamente pela votação e por um forte temporal. A cidade saiu das urnas com uma bancada regional ampliada, enquanto enfrentava quedas de energia, ventania e ocorrências provocadas pela chuva.

Um dos números que mais chamaram atenção foi o da abstenção. Segundo dados divulgados com base na Justiça Eleitoral, 81.808 eleitores de Rio Preto não compareceram às urnas. O índice chegou a 23,73%, acima dos 22,32% registrados no primeiro turno de 2022. A taxa também ficou superior à média do Estado de São Paulo, de 22,54%, e à nacional, de 21,08%.

Representação política cresce

No campo político, Rio Preto ampliou sua presença nas casas legislativas. Foram eleitos quatro deputados estaduais ligados à cidade — Itamar Borges (MDB), Danilo Campetti (Republicanos), Valdomiro Lopes (PSB) e João Paulo Rillo (PT). Para a Câmara dos Deputados, conquistaram cadeiras Luiz Carlos Motta (PL), Paulo Bilynskyj (PL) e Edinho Araújo (PRD).

O resultado representa avanço em relação a 2022, quando a cidade havia elegido dois deputados estaduais e um federal. A ampliação da bancada aumenta a expectativa de maior interlocução de Rio Preto e da região com os governos estadual e federal, especialmente em áreas como infraestrutura, saúde e desenvolvimento regional.

Temporal atingiu a cidade durante a votação

Enquanto os eleitores se dirigiam às urnas, fortes rajadas de vento e chuva provocaram transtornos em diferentes pontos da cidade. Houve registros de árvores e fios caídos, tombamento de poste e danos em estruturas metálicas. A falta de energia atingiu pelo menos dez escolas utilizadas como locais de votação, mas, segundo as informações divulgadas no dia, o problema não impediu a continuidade do processo eleitoral.

O episódio transformou o domingo eleitoral em uma jornada atípica. Além da mobilização da Justiça Eleitoral, equipes de emergência e da concessionária de energia precisaram atuar para reduzir riscos e atender ocorrências relacionadas ao temporal.

Depois das urnas, os desafios

Passado o primeiro turno, Rio Preto entra em uma nova etapa. De um lado, a cidade ganha maior representação parlamentar; de outro, o elevado número de eleitores ausentes volta a colocar em discussão o distanciamento de parte da população do processo eleitoral.

Ao mesmo tempo, os estragos provocados pelo mau tempo reforçam a necessidade de atenção à infraestrutura urbana e à capacidade de resposta diante de eventos climáticos severos. Política e clima acabaram dividindo o protagonismo em um domingo que deverá permanecer na memória dos rio-pretenses.

Para o Noroeste Paulista, os próximos meses serão de expectativa: a nova bancada eleita terá pela frente o desafio de transformar maior representatividade em resultados concretos para os municípios da região.

Fontes consultadas: dados da Justiça Eleitoral reproduzidos pela imprensa regional; Diário da Região; Gazeta do Interior.

Tem Publicidade